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Patagônia chilena

Essa é a semana do meio ambiente. Por isso, além do combo especial de ofertas que você vai encontrar no final,
achamos muito justo compartilharmos a aventura mais recente de um cara que nos inspira por aqui! 

É que, em meados de abril, quando o frio já ia se preparando para se instalar, o Indiana Joares Jones se preparava para partir,
com destino a um dos lugares mais lindos da América do Sul, a Patagônia – mais precisamente no Chile.

Confira a seguir os detalhes dessa viagem – e daquilo que precisamos lembrar.

Na natureza selvagem e bela da Patagônia

Como participa de projetos de conservação no Chile, e fazia indiretamente parte de um programa de monitoramento
de carnívoros lá, ele já tinha sido convidado algumas vezes para acompanhar de perto os trabalhos. 

Então, esse ano, o Joares fez as malas e no dia 12 de abril, partiu para o Chile, com o intuito de auxiliar na pesquisa
de pequenos felinos, como o gato-palheiro e o gato-montês, animais do ‘mato’ que habitam em quantidade razoável naquela região.

Foi um trabalho com a equipe de campo junto à equipe do Rewilding Chile. Eles ficaram em áreas desapropriadas
que no passado eram fazendas. Sem as ovelhas, o ambiente foi deixado por conta, possibilitando uma restauração
dos ambientes naturais, livre das intervenções humanas – que só ocorrem quando existe a intenção de aprender um pouco mais,
em áreas de pesquisa ou na abordagem de medidas que favoreçam espécies nativas a se desenvolverem naquele ambiente. 

Exatamente o caso do Joares lá, com estes felinos! 

Mesmo essa viagem sendo profissional e técnica, resguardando-se ao intuito de compartilhar tecnologia e conhecimento,
Joares reforça a importância desse intercâmbio:

“Eu fui para aprender as técnicas que eles usam lá, a forma como eles trabalham.
Já que algumas essas espécies ocorrem também no Brasil e contato é um ganho para todos nós.”

O trabalho dele era treinar a equipe e instalar armadilhas, monitorando diariamente para coletar dados.
Além disso, estar em um local inóspito e de natureza crua permitiu a observação da fauna silvestre e acompanhamento
de outros programas que estavam ocorrendo ao mesmo tempo.

Soltando as ‘feras’

Apaixonado pelo seu trabalho, umas dessas ações de que o Joares fala com carinho e orgulho, foi a soltura de
18 exemplares de uma espécie típica da Patagônia. Lá, no sul da América do Sul, é possível conhecer a ema de darwin,
que parece um avestruz e é uma espécie diferente da que vemos no Brasil, por exemplo.

Ele explica que esses animais nasceram em cativeiro e passaram por um período de adaptação para que pudessem
sobreviver livremente no ambiente quando fossem finalmente soltos. E, ainda bem, isso aconteceu bem no período em
que estava lá para vivenciar esse momento de alegria concentrada para pesquisadores que, como ele, atuam na conservação
de diversas espécies. 

Vale mencionar que área específica em que ele trabalhou, foi no Parque Nacional da Patagônia, em uma região próxima
ao município de Cochran, na Carretera Austral, uma rodovia que liga diversas áreas selvagens da região sul do Chile.
Mas que também é conhecida por suas propriedades rurais focadas no manejo de ovelhas e de pontos de ecoturismo
que fomentam empregos e renda para a população, além do aquecimento do comércio nas diversas localidades que abrange.

No entanto, o que ele destaca mesmo são as experiências que pôde vivenciar lá – certamente, uma das vantagens do seu
trabalho e de, claro, gostar realmente do que faz!

“De fauna, eu vi quase tudo. O guanaco – semelhante a uma lhama e que existe em uma grande população nessa área;
a própria ema de darwin, o condor, que é a maior ave que voa do mundo, gatos e as duas raposas do campo típicas
da região passando, e puma!” 

Nesse sentido, ele comenta de outra ocasião que foi ao Chile e puderam capturar e acompanhar justamente o puma. 

Dessa vez, no entanto, o treinamento funcionou bem mas as saídas a campo foram prejudicadas pelo período de
queda brusca nas temperaturas, inclusive tendo nevado alguns dias.

Por isso, a alternativa foi focar no trabalho da armadilha e monitoramento. Ainda assim,
 Joares pôde acompanhar uma das fêmeas monitoradas com um radiocolar.

O meio em que ambientamos nossa vida

Mas, embora o trabalho seja gratificante, Joares enfatiza um ponto de que precisamos sempre nos lembrar: 

As pessoas tendem a achar que o ‘ambiente’ é algo descolado da nossa realidade. Algo que acontece longe da nossa cidade,
do pátio do nosso condomínio, da nossa casa. Mas absolutamente tudo é o ambiente, o meio em que habitam
todas as espécies – inclusive a nossa. 

Então, o Dia Mundial do Meio Ambiente – e a semana do Meio Ambiente como um todo – tem a importância de
mobilizar, chamar a atenção de todos para a necessidade de nos preservar. A todos. E menciona que os
trabalhos de conservação e preservação do meio, vêm com o intuito de melhorar condições de vida das diversas
espécies e, principalmente, melhorar as inter-relações.

Afinal, quando há uma quebra no equilíbrio dessas inter-relações, há um desequilíbrio do meio onde habitam as espécies,
e todas acabam prejudicadas. Quando perguntado sobre como podemos fazer nossa parte ele deixa o recado:

“Os animais levaram milhões de anos de evolução para poder utilizar de forma mais adequada os recursos. 
Mas nós temos vivido um questionável progresso em que utilizamos recursos de forma inadvertida.”

Como exemplo, ele comenta que todos os outros animais sabem como adquirir os alimentos e processá-los
na digestão para utilizarem a energia do que eles comeram. 
Isso faz com que eles interajam com outras
espécies e com o ambiente de forma 
saudável e equilibrada.  

“Já nós, além de fazer uso exagerado dos recursos, não nos preocupamos com nossas relações e muito menos com o
impacto de cada uma de nossas ações em outras espécies. ”

Quando começarmos a entender que não conservamos um ambiente só para determinados animais ou para o futuro,
e sim que devemos conservar o ambiente como forma de convivermos bem, tudo fica melhor. 

Aproveitando a semana do meio-ambiente e a paixão do Joares, essa semana todos os produtos da linha ECCO
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peças é converter lucros para incentivar o trabalho de conservação das espécies!

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