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EMPTY CONVIDA | VOL.02

Meleca encantada e Alussência
saiba mais sobre essa história.

Onde termina a realidade e começa a arte? Quem somos nós e como podemos nos ajudar a chegar e enxergar além? Inclusive… o que é chegada e partida?
Essas são algumas questões que não responderemos hoje por aqui. Porque não é tempo de buscar certezas, mas de abrir os olhos e as
possibilidades para o que só uma alma sensível e um peito de artista pode revelar.

Vamos falar com o Nandinho, um artista alucinante do Projeto E.A.C — empty’s artist collective — e de duas de suas artes mais recentes para nossas peças

O Nandinho

Seria uma crueldade, com vocês, começar esse post sem falar do Nandinho. É difícil não se encantar, não admirar e, ao mesmo tempo, não invejar de
um jeito gostoso os fragmentos de Nandinho que encontramos por aí. Além de Alucinandinho, ele também é chamado de Divertinandinho, Imaginandinho
e outros Nandinhos. CamiNando por suas v(e)ias expostas, é simples entender porquê.

De fala lenta e tranqüilizante, queremos ir para esse mundo feito de arte e de surfe, onde tudo que cruza seu caminho, parece virar poesia visual.
Desde sacolas plásticas até frutas e pedras simples no meio da praia: é impossível não sorrir e refletir sobre a vida moderna, sobre a natureza,
sobre as relações. Por isso, batemos um papo com ele sobre a Alussência e Meleca Encantada, duas de suas obras mais recentes para a Empty.

Vale dizer que o Nandinho é tão fluído, que capturá-lo não é uma tarefa para um dia, uma conversa, um post. Até porque ele não é de se prender,
para de se espalhar. Por isso, fizemos uma visita super especial, em um lugar mágico, mas de se espalhar.

Mostraremos de dentro onde as coisas nascem… ou onde ele nasce das coisas. Bora alucinar?

Como é estar e produzir, aí, na Lagoa do Peri?

Conseguir produzir aqui nesse lugar é muito… eu fico muito feliz, de verdade. Porque eu escolhi morar aqui. Hoje eu vejo que foram esses lugares daqui
que me trouxeram uma visão da natureza, da forma como eu vejo ela. Aqui eu comecei a ver além e acreditar mais, a entender as energias, os encantos,
o poder que vem da natureza. E com essa pandemia, eu acabei ficando mais nesse local, onde eu nasci, onde eu cresci, nas margens da Lagoa do Peri.
E esse é um lugar muito encantado. É onde acalmo minha mente. Tem um silêncio barulhento da natureza. Eu não sei explicar, mas aqui,
consigo sentir a paz. Assim, uma coisa muito mágica. É onde eu mais me encontro, onde eu vou e posso olhar pra dentro com mais clareza.
É difícil falar, porque as palavras não são capazes de transmitir o que eu vejo e sinto. É um lugar onde você vai só pra ver a natureza, pura, crua.
Não existem rastros de humanos, a não ser histórias.

E até elas, são de muito encantamento e magia. Existe uma energia muito própria mesmo. Então é muito inspirador.

Fala pra gente do seu trabalho mais recente com a empty?

Pô, a pandemia veio, e muita coisa mudou na minha cabeça, na forma de ver a vida. Eu comecei a perceber mais quem eu realmente sou e quero ser.
Então saíram duas estampas. A Alussência é tipo, a essência do Alucinandinho, sabe?! E a Meleca Encantada, que representa muito do meu mundo.

Como esse lance da Lagoa do Peri, da sua arte e do surfe,
acabaram se conectando com a Alussência?

Muito. Essa estampa é o meu rostinho com a prancha dentro. Dentro do lugar que me inspira, de onde eu cresci, da minha essência.
Acho que a gente pode falar que é sobre isso. O rostinho significa minha arte, que é tudo pra mim, é tipo: tudo que eu tenho, ne?! E eu amo surfar.
Então, dentro da minha cabeça, existe isso, meu próprio eu representado pela minha arte e o surfe. Ele faz parte da minha essência e ali está toda
a natureza que me inspira e me ensina tanto. Dentro de mim existem essas duas coisas. Eu sou essas duas coisas. A arte, e o surfe.
É como se o surfe fosse minha essência, e a arte a minha linguagem. Acho que representa, principalmente, isso.

E a Meleca Encantada?

Na verdade, eu não pensei muito sobre. Eu só deixei fluir. Mas pensando, agora… Eu sempre ‘sujo’ minhas roupas. Aliás, ‘sujo’ não. E é bem sobre isso.
Porque antes eu ficava: putz, sujou, estragou. Mas, com o tempo, fui percebendo que essas coisas têm seu próprio encanto. Agora eu gosto quando
minhas roupas acabam manchando de tinta, ou com alguma coisa. Porque elas são mais… minhas, assim. No fim, eu sempre acabo
manchando elas com… tipo: minha vida, né?! Então a meleca encantada tem isso sabe, é como uma valorização dessas coisas, de coisas pequenas.
Ás vezes, coisas que queremos esconder, mas que têm sua própria beleza. Pode até parecer estranho falar, mas a coisa da ‘meleca’ significa muito pra mim.
Eu sempre tento pôr no meu trabalho coisas que todo mundo faz mas ninguém diz. Tipo: cocô, meleca, sei la… aquilo que todo mundo faz e esconde.
Como esconde vários outros sentimentos, pensamentos.

O que é o EAC?

Um movimento, um projeto, uma crença na ideia de que a natureza e a arte são indissociáveis. O EAC – empty’s artist collective – foi uma maneira
que a empty encontrou de valorizar a arte por meio do incentivo àqueles que dão luz a ela. Assim, fizemos collabs com artistas que vêem e buscam os
valores que defendemos. A autenticidade, o vagar lento mas exuberante e único, as coisas silenciosas que ecoam na gente, o pensamento interior
que exala nas horas e com as pessoas certas e transforma momentos em histórias.

Construímos em conjunto peças cujos percentuais de venda são repassados diretamente aos criadores, para que eles possam sempre trazer ao mundo aquilo que está lá mas só alguns vêem.

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