POR LA VIE SUR UN FIL

POR LA VIE SUR UN FIL


“Alimente apenas amor em seu coração. Quanto maior for sua aliança com o
bem, maior será o bem em sua vida.”
Paramahansa
Yogananda
Por Rafael BridiO que é viver plenamente? É possível viver em equilíbrio?

São essas e outras muitas perguntas que me fazem refletir diariamente, na vida
ou no slackline. O ano de 2016 tem sido uma aventura e tanto. Passos e quedas
tem me levado a lugares incríveis. Despertando profundas reflexões. Culturas,
pessoas e compartilhamento são a base desse
caldeirão cultural itinerante.

Nessa busca incessante por um estado, não é o fim
nem a jornada a grande satisfação. A realização esta na energia que move, no
seu fluxo.
Tive o prazer de cruzar os mares e terras até chegar a Europa e até mesmo na
China. Estive na companhia de grandes amigos em viagens recentes. Ícones do
slackline. Mais do que isso, pessoas extraordinárias. A proximidade e a
verdadeira integração com esse grupo me fascina, me conduz a um EU profundo,
calmo, pleno. Foi nesse estado de contemplação que tomei a decisão de passar algumas
semanas na Europa, mais especificamente na França. Vivo o mundo assim.
A viagem para a França surgiu de uma vontade anterior de conhecer o País
juntamente aos laços de amizade que cultivo entre os amigos que lá vivem.
Adoraria visitá-los, visto que na última ida a Europa acabei não
conseguindo.
A França hoje tem os melhores e mais
regulares praticantes do mundo no highline. Grandes travessias foram e
continuam sendo estabelecidas em suas montanhas e vales. São muitos nomes que
figuram entre os atuais recordistas mundiais da modalidade. Então pensei.
Se for pra treinar, que seja na França. E aqui vamos nós.
No último evento em Florianópolis conheci um grande novo amigo, o Pablo, um
jovem Francês extremamente habilidoso. Ele também é integrante da equipe
profissional da Balance Community juntamente comigo e outros
atletas de todo mundo. Juntos, já planejamos alguns projetos e estamos prontos
para novas possibilidades, tudo regado a muito sol no verão do hemisfério
norte.
É mais uma viagem sem muitas amarras, livre e desimpedida. Tenho alguns
destinos fixos como Millau e Grenoble e uma posterior viagem a Polônia para a
oitava edição do UHF (Urban Highline Festival). Fora estas pequenas paradas o
resto é no improviso do momento e as possibilidades que forem surgindo junto
aos amigos.
O período total da viagem continua incerto. Talvez 3 meses, podendo se estender
até o ano que vem. De fato, esta incerteza me intriga e encanta. A possibilidade
de viver sem controlar as rédeas é desafiadora. Será que mantenho o equilíbrio?
Deixo amigos e grandes paixões em minha amada Florianópolis. Mas a certeza é
que o melhor delas eu carrego comigo. A energia. Busco voltar ainda mais
equilibrado, não só no slackline, mas principalmente no campo espiritual e
energético.
Que os desequilíbrios tragam reflexões, que a reflexão traga equilíbrio. E que
esse ritmo siga o fluxo da respiração.
Nos vemos em breve.
Obrigado aos indivíduos e empresas que contribuem diretamente no sustento dessa paixão. Meu muito obrigado.

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